Minha Grande Natal, onde está sua beleza?

Vejo, de carro ou a pé,

Pessoas esfomeadas,

As ruas esburacadas,

Oh, triste combinação!

Inspira lamentação.

A fome faz presença

Também a indiferença

Assim age a realeza.

Minha Grande Natal,

Onde está sua beleza?


Quer onde se esteja:

Mercado ou restaurante...

Pedintes vem num instante.

Não só falam português

Mas também estrangeiro,

Suplicando por dinheiro.

Nas faixas e entre carros

Vagam sem esperança

E pergunto com certeza

Minha Grande Natal,

Onde está sua beleza?


Transportes públicos lotados

Bairros sem segurança

Riscos e intemperança

E o povo indignado,

Com tudo isso cansado.

E a mídia, tendenciosa

No geral, superficial,

Parcial e sem clareza.

Minha Grande Natal,

Onde está sua beleza?

 

Cadê nossos líderes?

Vivem com a gente?

Ou num mundo aparente?

Saiam e vão às ruas,

O pobre a vocês clama,

A cidade, na lama.

Vão e desta cidade

Perguntem com franqueza:

Minha Grande Natal,

Onde está sua beleza?


Sol e chuva combinados.

Um, a tudo aquece

O outro dá o folheado.

A eles não se deve temer

Incômodo, por quê?

Atenda-se as criaturas,

Cuide-se das estruturas,

A estas real investimento,

Àquelas, pão à mesa.

E que não mais se indague:

Minha Grande Natal,

Onde está sua beleza?

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